domingo, 16 de agosto de 2009

Gentileza é...


Deixar as praias limpas! Recolha, por gentileza, o lixo que você produzir.

recolher a sujeira que seu bichinho de estimação deixar na rua. Tenha certeza que, se pudesse, ele faria essa gentileza!

andar com bichinhos de estimação apenas no elevador de serviço. Sabe como é, bichanos não gostam de ser flagrados descendo para a farra no elevador social.

não deixar o seu bicho de estimação sozinho! Quando viajar, deixe seu amigo com algum conhecido ou hotel especializado.

deixar a faixa de pedestres livre para quem está a pé. Afinal, amanhã pode ser você quem precise atravessar a rua, não é mesmo?

não atravessar a rua no meio dos carros. Os automóveis não transitam pela calçada, concorda?

ceder passagem para ambulâncias, bombeiros e carros de polícia. Travar o caminho pode ser a diferença entre a vida e a morte para alguém.

desacelerar quando vir o sinal amarelo.

não estacionar em fila dupla. Além de um engarrafamento, você pode causar acidentes!

ceder a vez no trânsito. Este é um gesto que vai lhe custar apenas alguns segundos e faz toda a diferença para o próximo!

deixar o celular em vibracall em lugares públicos. Ninguém merece ficar ouvindo tons ou musiquinhas que não escolheu...

ser breve ao celular quando estiver acompanhado.

esperar a apresentação teatral acabar para atender ou falar ao celular. É gentil com o resto da platéia e sobretudo com os atores.

ocupar apenas o seu lugar em cinemas, teatros ou shows. Sua bolsa não vai se importar em ver a apresentação no seu colo, não é?

não apoiar os pés na poltrona da frente, mesmo que ela esteja vazia. Já pensou se você, ao se recostar, encontrasse uma sola de sapato?

falar baixo no restaurante. Além de inconveniente, é muito chato todos saberem os detalhes de sua conversa, não é?

fumar apenas em locais permitidos. Além de ser educado, agora é lei!

parar de fumar! Seu organismo agradeceria a você.

esperar todos terminarem de comer para acender seu cigarro.

evitar charutos, acendendo-os apenas em áreas reservadas. O cheiro deles incomoda mesmo os fumantes de cigarro.

mostrar aos seus filhos como é importante se comportar em um restaurante. Ser educado é ser gentil!

ter piedade do nariz alheio e não exagerar no perfume.

ceder a vez, ou o lugar, para idosos, gestantes e deficientes físicos. Nem precisava regulamentar esta cortesia, não é?

usar “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite”, “obrigado”, “por favor”, “desculpe” e “com licença”. Além de gentil, isto pode abrir uma série de portas para você.

não conversar em voz alta nos elevadores. Todo mundo escuta a sua conversa, e isto pode ser inconveniente, não acha?

não empurrar as pessoas para entrar ou sair dos trens ou metrô. Tenha calma que você chegará ao seu destino.

deixar um espaço à esquerda nas escadas para que os mais apressados possam passar. Respeite o ritmo de cada um!

esperar com paciência a sua vez de ser atendido, no banco, na loja etc...


Gentileza é um presente que damos a nós e aos outros para se viver melhor!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O LUGAR CERTO

O melhor lugar do mundo é aquele onde somos nós mesmos, sem podas, sem limites, sem máscaras. Amigo é aquele que nos deixa ser quem nós somos, mesmo que totalmente diferente dele. Amigo é aquele que aceita, que não nos desencoraja, que nos deixa a vontade, afinal nossas vidas dependem das nossas escolhas, não dos nossos medos. Companheiros são aqueles que nos deixaram ser nós mesmos e nos ajudaram nessa construção, nos acrescentando coragem na nossa maneira de viver...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

.v.i.d.a.



O sol brilha sempre em algum lugar, o dia começa a hora que quisermos...

O presente se inicia quando não percebemos e a cada instante ele vai deixando de ser presente, pra se tornar passado.
Assim a vida continua, a vida recomeça, o presente se mistura com o passado e muito mais rápido se torna futuro.

O presente se tornou ausente devido a pequena importância que passamos a dá-lo.
Na era da tecnologia da informação nós passamos a viver não mais o presente, pois ele passou a ser chamado de AGORA. E neste instante o agora já foi, já passou, já não é mais, já ERA...se perdeu!


“A expectativa é o maior impedimento para viver:
leva-nos para o amanhã e faz com que se perca o presente.”
(SÊNECA)


sábado, 17 de janeiro de 2009

Somos


O que somos nesta vida está nas nossas pegadas, dos lugares onde caminhamos, daquilo que de nós deixamos, daquilo que de nós levaram, do resto que ficou e ninguém vê, mas que nós sentimos que foi do que vivemos, do que escolhemos viver.

sábado, 15 de novembro de 2008

É o que me interessa









Uma música para ouvir com a alma e refletir a vida...


Lenine

Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa

Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa


E no fim das contas, nós sabemos a cada dia, o que é que nos interessa.

domingo, 14 de setembro de 2008

"a vida é um sopro"



é este o título de um documentário feito em homenagem ao centenário do mestre Oscar Niemeyer.



Aqui está um trecho desta narrativa, por: Fabiano Maciel, Cineasta. Fonte: Revista Eco 21.






"Velho pessimista



Eu sou pessoalmente pessimista. Eu tô na linha dos velhos pessimistas. Eu acho que a vida é um minuto. O ser humano completamente desprezado nasce e morre. Então o sujeito tem que olhar pro céu e sentir que é pequenino, que tem que ser modesto, que nada é importante. A vida é um sopro, um minuto. Então não há razão pra esse ódio todo. Eu acho que tudo vai desaparecer. O tempo cósmico é muito curto. Me perguntaram outro dia: "o senhor não tem prazer em saber que mais tarde o sujeito vai passar e ver o trabalho que você fez?" Ah, mais tarde o sujeito vai desaparecer também. É a evolução da natureza. Tudo nasce e acaba. O tempo que isso vai perdurar é relativo. Você olha pro céu e fica espantado. É um universo fantástico que nos humilha e a gente não pode usufruir nada. A gente fica espantado é com a força da inteligência do ser humano, que nasceu feito um animal qualquer, e hoje pensa, daqui a pouco está andando pelas estrelas, conversando com os outros seres humanos que estão por essas galáxias aí. Mas no fim, a resposta de tudo isso é isso: nasceu, morreu: fodeu-se."

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL

(este texto representa "o presente", retratando a atual sociedade em que vivemos)


Frei Betto


Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su­gestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: 'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.'


Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de 'O desafio ético' (Garamond), entre outros livros.

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